MINHA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL – DE ESTAGIÁRIA A EMPRESÁRIA

Atualizado: Fev 1



Meu nome é Gizele Staidel. Eu sou engenheira civil, engenheira de segurança do trabalho, consultora e auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade, Saúde e Segurança, e Meio Ambiente. Também atuo com consultorias específicas para Construtoras como na área de Desempenho das Edificações, entre outras.


Trabalho a quase 20 anos na área e conheço bem os dois lados da moeda, tanto o lado da empresa quanto o lado do auditor. Sei bem o que é ou não é possível fazer na empresa. Já atuei em empresas pequenas em que se tinha só o dono e o estagiário, mas também já atuei em empresa com 1700 funcionários e 25 obras espalhadas pelo Brasil.


Minha trajetória na área de Gestão começou por acaso. Quando era criança, sempre quis ser professora. Conforme o tempo foi passando, mudei de ideia e comecei a querer ser engenheira. Por causa das dificuldades da vida, não consegui entrar na engenharia de imediato, porque precisava passar numa universidade pública, então resolvi fazer faculdade de Processamento de Dados. Não demorou para eu ter certeza de que essa não era minha praia. Eu queria ser engenheira.


Comecei a trabalhar e demorei um pouco para começar a faculdade de engenharia. Nesse meio tempo eu me casei e só algum tempo depois iniciei o curso de Engenharia Civil. Quando eu comecei, imaginava que eu ia trabalhar com projetos ou como engenheira de obras, mas durante o curso gostei da área de recursos hídricos e tive a oportunidade de fazer alguns trabalhos com professores e também meu projeto final de curso nessa área.


Comecei um estágio nessa área numa empresa que ficava em um escritório compartilhado com mais duas construtoras. No meio do caminho, a empresa que eu estava estagiando resolveu não dar continuidade ao projeto, então, eles não tinham mais a necessidade de ter uma estagiária.


Bem nesta época, a outra empresa que ficava no mesmo escritório, estava em um processo de implementação do PBQP-H, que na época não se chamava SIAC e sim SIC-C 2000. A empresa era bem pequena e nela atuava o dono, o engenheiro e uma pessoa no administrativo. Eles contrataram uma consultoria para prestar o serviço e na época iam se certificar no nível C, pois existiam os níveis D, C, B e A.


Na correria do dia a dia, eles não estavam dando conta porque a consultora ia até a empresa apenas nas sextas-feiras das duas às seis da tarde, expunha um assunto e na sequência deixava as atividades para eles desenvolverem durante a semana. Adivinha o que acontecia? Eles não conseguiam fazer e aquilo ia se acumulando.


Como eu ia ser dispensada do meu estágio, o dono dessa construtora veio conversar comigo para ver se eu tinha interesse e se eu podia ajudá-los. Foi a oportunidade da minha vida! E claro, eu aceitei!


Apesar de que implementar um sistema de gestão e interpretar uma norma não ser uma coisa fácil, eu logo percebi que não precisaria da consultoria terceirizada, pois eu já tinha noção do assunto por causa da faculdade e também, como sempre gostei de estudar e sou muito proativa, corri atrás de muita coisa a respeito da norma. Obtivemos a certificação nível C e eu já falei para o dono da empresa que ele poderia dispensar a consultoria, pois eu faria o nível “A” sozinha. Ele confiou em mim e foi sucesso total.


Me formei e enquanto não arrumava um emprego, implementei o SGQ na outra construtora que ficava lá no escritório e assim foi. Me apaixonei pela área de Qualidade. Nessa época meu chefe me aconselhou a fazer a especialização em Engenharia de segurança. Também fiz uma em Gerenciamento e Auditoria Ambiental, tudo com foco em construção civil. Fiz curso de auditor interno, de auditor líder, busquei conhecer como as outras empresas faziam e foquei na área de desempenho e assim por diante. Sou muito grata a esse meu ex-chefe pelo apoio e incentivo que recebi. Até hoje mantemos esse vínculo de trabalho e amizade.


No começo confesso que existia uma certa frustração, pois quando me perguntavam a minha profissão e eu falava que era engenheira civil, já perguntavam: Ah, você trabalha com projeto? Você executa obra? Faz orçamento? Faz planejamento? E a resposta era não....


E aí vinha aquela pergunta: Mas o que você faz então? Isso gerava um certo mal-estar em mim.


Aí comecei a entrar cada vez mais nesse mercado, comecei a fazer auditorias internas e externas e comecei a ver o que existia nesse mercado. Entendi que a área de construção civil é muito carente de profissionais qualificados, pois existem excelentes consultores e auditores no mercado, mas não são focados na construção civil. Entendi que a maioria das empresas construtoras, precisam mais do que uma consultoria em gestão. Elas precisam também de alguém que dê um apoio técnico, pois quando falamos das áreas de qualidade, segurança e meio ambiente, existem muitas particularidades para área de construção civil. Isso principalmente para as empresas pequenas, que não possuem um grande quadro técnico.


A partir daí entendi que a minha formação em engenharia fazia diferença para o serviço que eu prestava e entendi que sim, apesar de eu não fazer projetos e não necessariamente executar obras, eu podia contribuir com meus colegas e empresas para um mercado melhor em todos os sentidos. Eu passei a atuar na área de Gestão da Qualidade e Segurança, mas sem perder as raízes da Engenharia.


Trabalhei como autônoma por um tempo, depois abri minha empresa. Inicialmente com outro nome.


Um tempo depois recebi uma proposta para trabalhar em uma grande empresa. Lá eu pude realmente aplicar meus conhecimentos e desenvolver outros. Fiquei nessa empresa por quase 4 anos e resolvi voltar a dar andamento aos projetos da minha empresa que nunca abandonei, mas fazia em horários alternativos.


Quando resolvi sair, pensei que ficaria um tempo "parada", até as coisas retomarem, já que parte dos meus clientes eu tinha repassado para uma grande amiga.


Para minha surpresa não fiquei nem uma semana em casa. Voltei a ativa rapidamente, pois muitos dos meus clientes que souberam que eu estava disponível, já entraram em contato comigo e aí voltei com força total.


Um tempo depois, minha empresa passou a se chamar Staidel Consultoria.


E como todos, vivemos bons tempos, tempos difíceis, crises econômicas e passamos pelos desafios da vida nos diferentes papéis que temos: como empreendedora, profissional, mãe e todos os outros. Mas o que eu posso afirmar é que se você quiser trabalhar na área de gestão, em especial gestão da qualidade, voltada para a Construção Civil, não faltarão oportunidades.


Eu estou nesse mercado há 20 anos. Descobri um nicho de trabalho que nunca tinha imaginado trabalhar. Tive a oportunidade de conhecer muitas empresas e muita gente bacana. Aprendi muito com todas essas pessoas. Muitas viagens, muita dedicação e valeu muito a pena.


Trabalhar nessa área ao longo desses anos, me permitiu manter minha empregabilidade e a oportunidade de empreender mesmo nos momentos difíceis. De quebra, a primeira profissão que pensei em seguir quando criança veio de brinde... acabei me tornando professora....


Nesse período também tive a oportunidade de ajudar diversos colegas a se recolocarem no mercado de trabalho. Mas adivinha? Sempre na área de gestão da qualidade ou segurança do trabalho.


Também tive a oportunidade de ajudar colegas engenheiros e arquitetos com conhecimentos bem específicos, como na área de desempenho, através da indicação a diversos clientes, por exemplo. Fique atento, pois a norma de desempenho trás diversas oportunidades de trabalho!


Se você gostada área de gestão da qualidade, gosta da boa engenharia, gosta de obra, gosta de estudar e se manter atualizado, gosta de desafios e quer ter uma melhor empregabilidade, garantindo que terá trabalho ou se de repente você quer empreender e busca um mercado que é carente de opções, qualifique-se e não tenha medo de entrar nesse mercado.


E não estou falando só para os engenheiros! Dos colegas que indiquei para se recolocarem no mercado, alguns não eram engenheiros, mas buscaram se qualificar para dar o suporte que as empresas precisavam.


A minha missão é "Promover a melhoria da gestão nas organizações, de forma natural, agregando valor efetivo aos processos sem complicações desnecessárias e com embasamento técnico que promova a proteção da empresa quanto a diversos passivos".


A grande dificuldade nessa área, é interpretar as normas e implementá-las de uma forma que gere valor para a empresa e não somente um monte de procedimentos ou documentos que não servem para nada. A empresa quer um profissional que a ajude a resolver os problemas, seja ele funcionário ou um profissional externo. Ela quer um profissional atualizado, capacitado, que traga soluções de forma mais rápida. A empresa quer um profissional que entregue VALOR.


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Se quiser assistir ao vídeo completo onde conto a minha trajetória com mais detalhes, clique aqui e vá para nosso canal no youtube.


https://www.youtube.com/watch?v=MyD64pi2a-A&t=1297s



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