DESAFIOS DA GESTÃO DE PROJETOS

Atualizado: Jul 6

A gestão de projetos inicia-se no processo de contratação dos projetistas.




Um dos primeiros desafios é formar uma boa equipe de projetistas. Como são várias disciplinas envolvidas é importante certificar-se de que os profissionais que estão sendo contratados serão capazes de atender tecnicamente ao escopo inicial do projeto e às solicitações que serão posteriormente efetuadas, bem como cumprir o cronograma estipulado para que não ocorram atrasos injustificados e nem erros que tragam problemas durante a execução da obra.


É fundamental também que estejam atualizados e colocando em prática as normas técnicas brasileiras e legislação vigente. Com as novas exigências da NBR 15575:13, estes devem estar aptos a fazer o atendimento, pois caso contrário, o contratante poderá ter atrasos indevidos durante o processo de elaboração dos mesmos. Outra questão importante, é que passa a ser ainda mais importante a figura do Gestor de Projetos. Esse profissional deverá ter conhecimento nas diversas especialidades técnicas envolvidas, na NBR 15575:13, nos processos de execução de obras e uma boa capacidade de análise, liderança e relacionamento interpessoal.


Normalmente a compatibilização dos projetos se inicia após a conclusão do estudo preliminar arquitetônico, quando se inicia a fase do anteprojeto.

Com o anteprojeto arquitetônico e o levantamento topográfico em mãos é dado início a contratação e desenvolvimento dos projetos complementares, que podem variar conforme as características do empreendimento, mas é necessário ter, no mínimo, projeto estrutural, fundações e projetos de instalações elétricas, hidráulicas e prevenção contra incêndios. Normalmente se acrescentam a esses também projeto de instalações de gás, instalações mecânicas (ar-condicionado, exaustão, escada pressurizada) e arquitetura de interiores.


Considerando os requisitos da NBR 15.575 é necessário ter também projeto de cobertura, impermeabilização e fachada, que pode ser desenvolvido internamente pela construtora ou terceirizado para um projetista especialista. Outros projetos também podem vir a ser necessários, como por exemplo, projeto de acústica.


Com a equipe formada se iniciam os primeiros lançamentos, tais como: estrutura, lançamento de prumadas, furações, shafts, etc. Logo nesse início já é importante reunir os projetistas para que sejam feitas definições importantes e possam ser resolvidas as dúvidas existentes de cada disciplina.


Acreditamos que seja fundamental a reunião presencial, pois na hora já são definidos parâmetros que vão guiar o restante do projeto de cada disciplina e é muito interessante notar que na própria reunião, por vezes, ao resolver o problema de um acaba-se criando um problema para outro. Estando todos juntos normalmente já aparece a solução e é dada continuidade à discussão do projeto sem demora excessiva. É também uma boa prática emitir uma ata de reuniões contendo os tópicos discutidos e as próximas providências que devem ser tomadas.


Outro desafio é resolver as interferências entre uma disciplina e outra. Para tanto é fundamental fazer a sobreposição dos projetos. Normalmente a equipe de arquitetura sobrepõe os diversos projetos e aponta as interferências observadas para que sejam resolvidas, em conjunto com os envolvidos e o gestor do projeto. Ultimamente tem se tornado cada vez mais comum a utilização do BIM para a compatibilização dos projetos, que é uma excelente ferramenta, já que possibilita a modelagem computacional 3D de todas as disciplinas no empreendimento antes da construção física do mesmo.


Após sanadas as interferências entre disciplinas é feita a emissão do projeto arquitetônico executivo, contendo os detalhamentos necessários e demonstrando os principais pontos das demais disciplinas sobrepostas.


Um desafio mais recente é que a ABNT NBR 15.575, em vigor desde 19 de julho de 2013, é que além do projetista ter que atender a norma para a elaboração do projeto, em muitos requisitos a norma especifica como método de avaliação de atendimento do requisito, a análise de projetos. Essa avaliação deve ser feita por profissional habilitado, diferente do responsável técnico de cada disciplina de projeto. Apesar de não ser uma prática habitual no mercado até então, essa avaliação é muito importante. Através dela podem ser identificadas falhas que eventualmente passaram despercebidas durante o desenvolvimento do projeto. É uma prática já bem usual em outros tipos de projeto, chamada de “double-check”, quando um profissional diferente do responsável pela elaboração do documento confere antes de colocar o mesmo em utilização. A NBR 6118:2014, que trata dos projetos estruturais, especifica claramente a necessidade da ACP – Avaliação de Conformidade de Projetos. Importante esclarecer, que a avaliação a ser realizada, não é uma crítica ao projeto elaborado e sim uma análise quanto ao atendimento dos requisitos da NBR 15575:13 e normas prescritivas. No momento, o grande desafio consiste em encontrar empresas e profissionais que prestem esse tipo de serviço de forma idônea e em conformidade com os requisitos da norma.


Por Andréa Karwowski Andriolo

Engenheira civil, Consultora e Auditora


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